Principal Erro Ao Investir No Tesouro Direto

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Com a recente alta da taxa de juros e da inflação, as aplicações em Títulos Públicos ganharam força. Muitos procuram a modalidade, mas desconhecem características que podem atrapalhar o planejamento.

As pessoas confundem os riscos que envolvem esse tipo de aplicação e não sabem que alguns títulos podem apresentar bastante volatilidade no curto prazo. Já teve momentos em que títulos públicos deram prejuízo, antes do vencimento.

Investir em Renda Fixa, geralmente, é sinônimo de ter um perfil conservador. No geral,  isso é verdade…

Mas o nome desse tipo de aplicação confunde e esconde o fato que, muitas vezes, Renda Fixa não é tão fixa assim…

Conhecimento diminui riscos. Portanto, entenda como evitar o principal erro cometido por investidores do Tesouro Direto.

Se ainda não o fez, recomendo ler antes esse artigo para saber melhor o que são investimentos em Títulos Públicos através do Tesouro Direto.

TIPOS DE RISCOS


Silhouette of a rock-climber

Em primeiro lugar é importante conhecer os dois principais riscos que envolvem investimentos em Títulos Públicos, o Risco de Crédito e o Risco de Mercado:

  • Risco de Crédito:

É a capacidade de pagamento do emissor dos Títulos Públicos, sendo este o Tesouro Nacional.

Ao contrário dos títulos bancários (CDB, LCI, LCA…), os títulos públicos não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 250.000,00. A garantia é dada pelo próprio Tesouro.

Aqui começa a confusão em relação ao risco desse tipo de investimento.

Nesse artigo do site O Financista você vai entender que a capacidade de pagamento do Tesouro Nacional é bastante alta. Ou seja, a chance de o Governo dar calote nesses títulos é próxima a zero.

Entretanto, isso não significa que você não possa ter rentabilidade abaixo do que esperava. Você vai entender melhor no próximo Tipo de Risco.

  • Risco de Mercado:

É a possibilidade de oscilações nos preços dos títulos podendo, antes do vencimento, gerar resultados acima ou abaixo do pactuado.

Oscilações em índices de preços ou juros podem impactar negativamente o valor de mercado dos títulos, fazendo o investidor ter um retorno abaixo do esperado ou até uma perda, dependendo do prazo.

A rentabilidade pré-acordada de um título só é garantida no seu vencimento.

É nesse quesito que ocorre o principal erro dos investidores. Como eu disse lá em cima, Renda Fixa nem sempre é tão fixa.

E isso ocorre por conta do tipo de remuneração do seu título.

Não é porque uma aplicação tem baixo Risco de Crédito que ela não pode ter algum Risco de Mercado.

TIPOS DE REMUNERAÇÃO


Businessman drawing a financial graph (histogram)

Agora você vai começar a entender melhor.

Quando você compra um título de Renda Fixa, pode fazer 3 tipos de acordos diferentes quanto à remuneração que vai receber.

Esses podem ser:

  • Pré-fixados: Pagam uma taxa de juros previamente conhecida. Ela não muda até o vencimento.

Se você comprou um título com retorno de 15{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} ao ano, você terá isso se levar até o vencimento. Se sair antes, poderá sofrer ágio ou deságio.

  • Pós-fixada: Remuneração vinculada à uma taxa de juros, como a Selic.

O Tesouro Selic renda a Taxa Selic a cada dia. Se a Selic subir, você vai ganhar mais, se ela cair, você ganha menos.

A diferença desse pro pré-fixado é que você sabe o que vai ganhar, mas não sabe exatamente quanto. O motivo é que você não consegue descobrir qual será a Selic no futuro.

Existem analistas tentando prever, mas são só previsões… Ou seja, você pode até ter uma idéia de quando vai ganhar, mas não tem certeza.

  • Indexados à Inflação: Pagam uma taxa pré-fixada mais a variação de um índice de preços  (geralmente o IPCA).

Esses têm um pouco da característica do pós e do pré-fixado. Uma parte dele é o índice de inflação que, assim como os juros, pode-se ter uma idéia através de estudos de analistas, mas não se sabe exatamente quanto será no futuro.

A outra parte é pré-fixada. Você pode ter um Tesouro IPCA te pagando, por exemplo, IPCA + 7{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} ao ano.

De novo. Esses 7{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} só são garantidos no vencimento. Se vender antes disso, você também pode sofrer ágio ou deságio.

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NEM TÃO FIXA…


The search for profit when markets are volatile

Talvez você já tenha percebido que o título que tem menos chance de sofrer grandes oscilações de preço é o pós-fixado.

Se você tem um Tesouro Selic e a Selic está em 14{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} ao ano. Você irá ganhar o equivalente a isso todos os dias. Não tem susto.

Já os pré-fixados e os indexados à inflação podem ser influenciados pela taxa de juros de mercado. Se os juros subirem, sua aplicação pode ter retornos menores (ou até negativos), se os juros caírem, seu título pode ter retornos maiores.

Isso ocorre porque o preço dos títulos são preços de mercado.

Pra você entender melhor, dá uma olhada no que aconteceu em 2013.

Esse ano começou com a Selic (Taxa de Juros definida pelo Banco Central) em 7,25{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} ao ano. Como a inflação começou a subir, o Banco Central resolveu elevar a taxa, fechando o ano em 10{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39}.

7,25{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} para 10{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} representa uma alta considerável de 37,93{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} nos juros.

Agora, como exemplo, vamos ver o que aconteceu com o Tesouro Prefixado 2017, nesse ano.

Ele começou valendo R$ 719,70 e fechou em dezembro de 2013 a R$ 703,55.

Gráfico
Fontes: Sites Tesouro Direto e Banco Central do Brasil

 

 

 

 

 

 

No gráfico, é fácil ver que o preço do título caía à medida que os juros iam subindo.

Quem comprou o Tesouro Prefixado 2017 no começo de 2013 e vendeu no último dia do ano, perdeu 2,24{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39}. Saiu com menos dinheiro, mesmo sendo um título Renda Fixa.

COMO O PREÇO SE MOVE


Money in a pile of coins with financial graph - Money and marke

Vou continuar no exemplo do Tesouro Prefixado pois é mais fácil de compreender. Entendendo ele, você compreende o conceito por trás dos outros.

Quando você compra um Tesouro Prefixado, o Tesouro Nacional garante que irá te pagar R$ 1.000,00 por cada título, no vencimento. Independente de quando seja o vencimento.

Então, é natural que, quanto menor o valor pago, mais dinheiro (e taxa) você vai ganhar. Se comprar por R$ 900,00, vai ganhar R$ 100,00. Se comprar por R$ 700,00, vai ganhar R$ 300,00.

A conta pra você calcular o preço exato desse título é:

Preço = 1000/((1+juros)^prazo)

Agora, vamos supor que queremos comprar um Tesouro Prefixado que está sendo vendido com uma taxa de 15{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} ao ano. Além disso, falta exatamente um ano pro vencimento.

Usando a fórmula acima, o preço que você pagará nesse título é de R$ 869,57.

Imagina que, no dia seguinte, o Banco Central resolveu elevar os juros e a taxa foi para 20{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39}!

O que acha que vai acontecer com o seu título?

Fazendo a conta novamente com a nova taxa de 20{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39}, chegamos ao preço de R$ 833,94.

Nesse caso, a operação estaria gerando perdas de R$ 35,63 por título, ou -4,10{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39}.

Claro que essa variação enorme de juros é só um exemplo pra você entender a mecânica. Atualmente, é bem difícil de isso acontecer em um dia.

Perceba também que o inverso aconteceria se os juros saíssem de 20{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} para 15{6e48e448e24f5433d31dc3d0c32d24621b2446babb3bdb810dfe64f5ced02a39} nesse prazo. Você teria um ótimo ganho!

CONCLUSÃO (…E COMO EVITAR O ERRO)


Silhouette of a rock-climber

Uma dica importante é casar o prazo da aplicação com o do seu objetivo. Se você vai viajar daqui a um ano, busque um vencimento mais próximo.

Além disso, entenda a mecânica do título que está comprando.

No Tesouro Direto existem pós-fixados, pré-fixados e Títulos atrelados à inflação. O pós-fixado é o único que não sofre esse efeito inverso de juros.

Por fim, se informe o máximo possível para tomar a decisão correta.

Lembre-se sempre que quanto maior for seu conhecimento, menor será o  risco.

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Obs.: O Arte da Fortuna não faz qualquer tipo de indicação de aplicações financeiras. Esse artigo tem caráter somente informativo. As modalidades citadas não configuram recomendações de investimentos. Os resultados de decisões de investimentos após a leitura deste artigo é de responsabilidade única e exclusiva do próprio leitor.