Fundo de Emergência: Como Proteger Seu Dinheiro De Imprevistos

Muitas vezes temos gastos inesperados que podem prejudicar nossas finanças, se não tomarmos cuidado. Se algo ocorrer fora do planejamento e você não estiver preparado, terá de recorrer a saídas caras como cartão de crédito ou empréstimos…

Pode ser um problema de saúde ou um defeito no seu carro, mas a certeza é que imprevistos sempre acontecem e continuarão acontecendo.

Uma saída para isso é constituir um Fundo de Emergência. Quer entender como fazer isso?

O QUE É UM FUNDO DE EMERGÊNCIA


Quebra Molas

 

Em alguns lugares chamam de quebra-molas, em outros de lombadas, mas todos sabem o que são aquelas coisas que colocam na rua para diminuir a velocidade dos carros.

Se você dirige, entende que, muitos deles, só são possíveis de serem vistos pelo retrovisor… quando você já passou…

Uma vez isso aconteceu comigo. Eu estava dirigindo a 60 km/h e, quando percebi, já tinha passado por um quebra-molas, daqueles que não tem pintura.

Depois do susto, o carro continuou andando mas, 2 quilômetros depois, começou a fazer uns barulhos de um jeito que precisei parar e chamar um reboque.

Na oficina, descobri que havia quebrado uma peça da suspensão e precisei gastar em torno de R$ 1.000,00 pra consertar.

Eu não planejava voar por cima de um quebra-molas, nem gastar esse dinheiro naquele momento, mas não teve jeito. Aconteceu…

Imprevistos são assim… eles acontecem o tempo todo.

Não temos como imaginar quando vai ocorrer, mas podemos nos planejar.

Fundo de Emergência é nada mais que uma reserva para cobrir gastos inesperados. É uma parte dos seus investimentos que você irá utilizar somente se precisar, em casos extremos.

Se tiver essa reserva, você não precisa recorrer a empréstimos ou prejudicar outros planejamentos que esteja fazendo.

Um Fundo de Emergência deve ser de 6 vezes o valor da sua renda mensal, pelo menos. O motivo é que você terá exatamente 6 meses de renda garantidos. Se algo inesperado ocorrer, ficará mais tranquilo.

Portanto, se você ganha R$ 3 mil por mês, precisa ter uma reserva de R$ 18.000,00. Se ganha R$ 10.000,00, precisa de R$ 60.000,00, e assim por diante…

Claro que você pode ser um profissional liberal, autônomo ou um empreendedor e sabe que a renda não é igual todos os meses. Alguns podem ser muito bons e outros, nem tanto.

Aí a necessidade de se constituir uma reserva é maior ainda. Você poderá utilizá-la num mês mais fraco para cobrir suas despesas essenciais.

Se for esse o seu caso, você pode calcular o valor ideal do se Fundo de Emergência a partir da sua média de renda dos últimos 12 meses. Pode ser que tenha um mês em que ganhou R$ 8.000,00 e outro que ganhou R$ 3.000,00. Mas se a média foi de R$ 4.000,00 por mês, sua reserva deve ser de R$ 24.000,00.

Agora, vamos entender onde colocar esse dinheiro.

ONDE APLICAR


Analyzing a Pie Chart with a Magnifying Glass

A palavra de ordem aqui é Liquidez!

Liquidez é nada mais que a velocidade de transformar um investimento em dinheiro vivo. Ou, quanto tempo você demora para resgatar uma aplicação.

Se estamos fazendo uma reserva para Emergência, precisamos de alta liquidez.

Você deve procurar investimentos conservadores, com boa rentabilidade e liquidez diária para que possa sacar a qualquer momento, se precisar.

Conservadores porque não é recomendado correr riscos com um dinheiro que pode-se necessitar a qualquer momento. Aplicações mais arrojadas ou sofisticadas são, geralmente, para prazos maiores.

Portanto, pesquise qual investimento de alta liquidez você pode fazer. Vou te dar dois exemplos de aplicações com essa característica:

  • Fundo Referenciado DI: São Fundos de Investimentos em Renda Fixa. Como o nome diz, eles são carteiras que buscam acompanhar o desempenho do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Esse é um índice que representa, basicamente, a taxa de juros brasileira.

Busque fundos que rendam em torno de 100% do CDI. Alguns rendem menos que isso… tome cuidado.

  • Tesouro Selic (LFT): É um Título Público do Tesouro Nacional bastante conservador. A lógica dele é parecida com a de um Fundo DI. Ele rende aproximadamente a Selic, um outro índice que também representa a taxa de juros. A Selic e o CDI, normalmente, têm valores parecidos e andam juntos.

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COMO UTILIZAR SUA RESERVA


Press the Button

Quando você faz um seguro, espera nunca precisar utilizá-lo.

O mesmo raciocínio serve para seu Fundo de Emergência. Ele deve ser utilizado somente em casos extremos.

Algumas pessoas conseguem constituir uma reserva de Emergência, mas ficam tentadas a usar com outras coisas, como viagens ou trocas de carro, por exemplo. Lembre que o imprevisto não avisa quando vai aparecer. Fique sempre presente para seu objetivo ao criar esse fundo: se prevenir de situações inesperadas.

Se utilizar o dinheiro com outra coisa, estará se colocando em situação de risco.

Se tiver outro projeto, faça-o em paralelo. Você pode decidir guardar 10% da sua renda para constituir seu Fundo de Emergência e mais 10% para uma viagem que pretende fazer, por exemplo. Mas nunca o utilize para qualquer gasto que não seja excepcional.

Caso realmente seja necessário sacar dinheiro para cobrir uma emergência, planeje-se para repor a quantia.

Fique sempre atento para manter o volume do fundo no valor mínimo de 6 vezes sua renda mensal.

CONCLUINDO


Atenção

Se você já possui uma carteira de investimentos, verifique se há nela liquidez para o valor de 6 vezes sua renda mensal. Se não, realoque de forma que possa ter seu Fundo de Emergência.

Se está começando a criar seu patrimônio, comece pela reserva de Emergência. Ao invés de fazer aplicações mais sofisticadas agora, se preocupe primeiro com sua segurança. Fazendo isso, você estará protegido para seu patrimônio crescer sem surpresas ruins.

Se quiser saber como começar a economizar e construir um patrimônio, veja este artigo e este também.

Tem outra coisa importante que você precisa ficar atento. Se sua renda aumentar, você deve também aumentar o tamanho do seu fundo na mesma proporção. Seu Fundo de Emergência deve sempre estar ajustado ao seu padrão de vida vigente.

Por fim, seu cérebro pode tentar pregar uma peça de vez em quando. Tome cuidado com a definição que você dá para “casos extremos”. As vezes podemos ser condescendentes somente para nos autorizar a fazer gastos com algo que queremos. Cuide de seu objetivo principal de se proteger de imprevistos.

E não deixe que esses imprevistos funcionem como o quebra-molas no retrovisor… desses que, quando você viu, já foi atingido…

Planeje-se e passe suavemente por ele… a 5 km/h.

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Obs.: O Arte da Fortuna não faz qualquer tipo de indicação de aplicações financeiras. As modalidades citadas nesse artigo serviram somente como exemplo e não configuram recomendações de investimentos. Resultados de decisões de investimentos após a leitura desse artigo são de responsabilidade única e exclusiva do próprio leitor. Resultados passados não representam garantia de resultados futuros.