O Que É E Como Investir Em Tesouro Direto

Com a recente alta de Juros e da inflação no Brasil, as pessoas começaram a buscar investimentos que oferecem retornos maiores que a tradicional Caderneta de Poupança. As aplicações em Títulos Públicos foi uma dessas alternativas com forte procura por investidores Pessoa Física.

Somente em 2015, o volume aplicado no Tesouro Direto cresceu 67,3%, indo para R$ 25,6 bilhões. Foi o maior crescimento dos últimos 7 anos.

Mas sempre atente para uma questão essencial! Antes de fazer qualquer aplicação financeira é importante que você conheça as características e os riscos envolvidos.

Se já é um investidor de Tesouro Direto, veja abaixo se está no caminho correto. Se ainda não é, compreenda melhor essa alternativa de investimento.

O QUE SÃO TÍTULOS PÚBLICOS


San_Francisco_Pacific_Railroad_Bond_WPRR_1865A primeira coisa que você precisa saber é: qualquer Título Público é um título de Renda Fixa. E como um bom título de Renda Fixa, ele representa a dívida de alguém.

Nesse caso, esse “alguém” é o Governo Federal, representado pelo Tesouro Nacional.

Entenda melhor o que é Renda Fixa neste artigo.

Os Títulos Públicos Federais servem como instrumento de captação de dinheiro para que o governo execute suas atividades.

Ao comprar um Título Público, você está emprestando dinheiro para o governo em troca de uma remuneração combinada. No vencimento, você receberá o dinheiro que emprestou mais os juros sobre esse montante inicial.

Antigamente, os títulos eram negociados em papel, como no exemplo da foto acima, mas hoje eles são escriturais. Isso significa que, no momento da compra, é feito um registro eletrônico no seu CPF.

É como seu dinheiro!

Não sei se você sabe, mas aquele dinheiro que está no banco não existe em papel, necessariamente. Ele é um registro eletrônico também.

Claro que você consegue sacar quando vai no caixa, mas se todo mundo resolver fazer isso, não há papel-moeda suficiente.

Mas você e o banco sabem que aquele dinheiro existe.

O QUE É TESOURO DIRETO


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Há alguns anos, as pessoas só conseguiam investir nessa modalidade através de fundos em instituições financeiras. As taxas de administração, geralmente, eram muito altas e isso tornava o investimento menos atrativo.

Em 2002, o Tesouro Nacional, em parceria com a BM&F Bovespa (A Bolsa de Valores brasileira), criou esse Programa com o objetivo principal de democratizar o acesso aos títulos públicos.

A ideia é permitir que qualquer cidadão brasileiro possa fazer a aplicação com valores baixos.

Dá uma olhada nesse vídeo:

Como o próprio Tesouro explica, os Títulos Públicos são considerados as aplicações financeiras de menor risco do mercado.

Geralmente é assim. Em Economês se diz que um título emitido em moeda local por um país é “livre de risco”. O motivo é que o governo é o dono da máquina que imprime dinheiro.

Claro que isso não seria tão bom mas, na pior das hipóteses, eles imprimem moeda e pagam os títulos.

Esse artigo do site O Financista explica bem essa questão.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS


Como qualquer mercado ou alternativa de investimento, o Tesouro Direto apresenta características específicas que você precisa conhecer:

  • Valores Necessários:

O mínimo para investimento é de 1% do valor de qualquer título. Se esse percentual representar menos de R$ 30,00, o mínimo passa a ser esse valor.

Por exemplo:

Se você for comprar um título que tem valor unitário de R$ 3.500,00, você pode comprar uma fração de R$ 35,00. Não é preciso comprar o título inteiro.

Agora, se o valor do título for de R$ 700,00, você terá que comprar, no mínimo, R$ 30,00, pois 1% representa R$ 7,00.

  • Remuneração

Quanto o título vai te pagar de juros. Existem 3 tipos de remuneração no Tesouro Direto:

  • Pré-fixada: Paga uma taxa de juros previamente conhecida. Ela não muda até o vencimento.
  • Pós-fixada: Remuneração vinculada a uma taxa de juros, como a Selic.
  • Indexados à Inflação: Pagam uma taxa pré-fixada mais a variação de um índice de preços (geralmente o IPCA).

Tanto para os títulos pós-fixados quanto para os indexados à inflação, você não sabe exatamente quanto vai ganhar. O motivo é que a Selic futura ou o IPCA futuro ainda não é conhecido.

Claro que os analistas fazem estudos para tentar prever o que vai acontecer com essas variáveis. Mas são só previsões.

  • Formas de Pagamento

Você já sabe qual taxa de juros vai ganhar. Agora é importante saber também quando você vai receber esses juros.

Existem títulos que pagam somente no vencimento, junto com o principal que você aportou. Outros pagam juros periódicos, geralmente semestrais.

Ou seja, a cada 6 meses ele vai te pagando os juros e, lá no vencimento, te devolve o principal.

Nesse caso, se diz que o título paga “cupom”. Esse nome é usado porque, quando os títulos eram em papel, existiam literalmente cupons que você destacava para poder receber seus juros.

Hoje o processo acontece de forma automática.

  • Horários de Funcionamento

24/7!

Na verdade é assim. A consulta fica disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

E para as negociações…

As compras podem ser realizadas todos os dias, entre 9 horas da manhã de um dia e 5 horas da manhã do dia seguinte. Nos fins de semana, é possível comprar e vender no Tesouro Direto entre às 9 horas de sexta-feira e 5 horas de segunda-feira, sem interrupção.

Nos dias úteis, entre 5 e 9 horas, ocorrem manutenções. Durante o dia, o sistema fica temporariamente suspenso em alguns momentos para ajuste nas cotações.

As vendas podem ser feitas das 18 horas de um dia até às 5 horas do dia seguinte. No final de semana, pode-se vender em qualquer horário.

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COMO INVESTIR NO TESOURO DIRETO


É muito simples. Basta fazer um cadastro num agente de custódia autorizado a participar do Tesouro Direto. Geralmente é uma Corretora independente ou Corretora de um Banco.

Em seguida, você receberá uma senha de acesso ao sistema do Tesouro Direto. Seu login é sempre seu CPF.

Exitem Agentes de Custódia que são Integrados. Dessa forma, você conseguirá realizar suas compras e vendas no site da Instituição.

Basicamente, é importante entender que será sempre necessário ter um intermediador para realizar suas aplicações.

TRIBUTAÇÃO


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Os impostos são os mesmos cobrados de outras aplicações de Renda Fixa como Fundos ou CDBs, por exemplo.

  • Imposto de Renda (IR)

A alíquota depende do prazo do investimento, sendo:

  1. 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias;
  2. 20% para aplicações com prazo entre 181 dias e 360 dias;
  3. 17,5% para aplicações com prazo de 361 dias a 720 dias;
  4. 15% para aplicações com prazo acima de 720 dias.
  • Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)

Incidem sobre resgates em menos de 30 dias da aplicação. Essa tributação é decrescente e varia de 96% do rendimento no 1º dia até 0% no 30º dia.

Aplicações com mais de 30 dias não pagam IOF.

FATORES DE RISCO


Os principais fatores a se atentar são o Risco de Crédito e o Risco de Mercado.

  • Risco de Crédito:

É a capacidade de pagamento do emissor dos Títulos Públicos, sendo este o Tesouro Nacional.

Ao contrário dos títulos bancários (CDB, LCI, LCA…), os títulos públicos não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 250.000,00. A garantia é dada pelo próprio Tesouro.

  • Risco de Mercado:

É a possibilidade de oscilações nos preços dos títulos podendo, antes do vencimento, gerar resultados acima ou abaixo do pactuado.

Oscilações em índices de preços ou juros podem impactar negativamente o valor de mercado dos títulos, fazendo com que o investidor tenha um retorno abaixo do esperado ou até uma perda, dependendo do prazo.

A rentabilidade pré-acordada de um título só é garantida no seu vencimento.

CONCLUSÃO


O Tesouro Direto oferece aplicações em Títulos Públicos com risco relativamente baixo.

Como qualquer outro investimento, é importante que você conheça as características dos títulos para não ter surpresas desagradáveis.

Busque mais conhecimento sobre o assunto e procure sempre orientação profissional adequada e confiável.

Lembre-se: quanto maior for seu conhecimento, menor será o risco!

Se tiver alguma dúvida, escreva nos comentários abaixo!

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Obs.: O Arte da Fortuna não faz qualquer tipo de indicação de aplicações financeiras. Esse artigo tem caráter somente informativo. As modalidades citadas não configuram recomendações de investimentos. Os resultados de decisões de investimentos após a leitura deste artigo é de responsabilidade única e exclusiva do próprio leitor.